“ Seja bem vindo(a) “

Espero que estejam gostando da saga desse corajoso jovem.

Me perguntaram ontem se eu podia falar o final da historia, e lhes digo: “Não sei nem o que vai ser do MEU dia amanhã!”. Por isso, meu foco principal, alem de manter um bom enredo, é lhes dar a vantagem de ler algo que é dinâmico de certa forma. Pois a historia segue um rumo, que pode ser alterado a qualquer momento, dependendo da minha imaginação munida de meu Humor. É inconstante dessa forma, porem, vejo que está dando bons resultados. Peço a todos, que assim que lerem o capitulo do dia, postem um comentário, nem que seja "oi". Pode parecer banal, mais é o que me motiva mais e mais estar aqui escrevendo esta historia para vocês.



ps: Estou me Baseando no Filme "I am Legend" Para poder criar O CLIMA dessa historia, então seria uma boa dica assistir o filme, para aqueles que querem entender melhor como é estar sozinho no mundo!


Obrigado

[ INDICE ]

Para melhorar a Organização deste Blog, aqui vai um Indice dos Capitulos ja postados.

[ Diario de um Sobrevivente ]

1º Temporada

[ Capitulo 1. ][ Capitulo 2. ][ Capitulo 3. ][ Capitulo 4. ]
[
Capitulo 5. ][ Capitulo 6. ][ Capitulo 7. ][ Capitulo 8. ]
[ Capitulo 9.
][ Capitulo 10. ][ Capitulo 11. ][ Capitulo 12. ]
[ Capitulo 13. ][ Capitulo 14. ][ Capitulo 15. ]||

2º Temporada

[ Capitulo 16 ]|



Me perguntaram com quantos capitulos eu iria finalizar.
eu respondi:
" Já não sei mais.. quantos minha imaginação conseguir produzir! "

Afinal, o que seria desse Blog, sem vocês?!
Obrigado, a todos.

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ACABARAM AS FERIAS... Graças a Deus! ;)

E voltamos com força total na 2º Temporada
Aproveitem! e Obrigado pela Paciencia!


quarta-feira, 11 de junho de 2008

[ 23 de Setembro de 2058 ] - “Capitulo 6”

Fazem 9 meses e 22 dias que não vi mais nenhum sobrevivente.

Faziam 9 meses e 22 dias que não acreditava mais em Deus..
porem, hoje isso começou a mudar!



Pela manhã, acordei ao som dos pássaros que se amontoavam dentro de um antigo banheiro da escola, perto da sala que dormi esta noite.

Mais irritante que os sons de seus bicos batendo no chão, era meu estomago roncando, sedento, fome!.. com os acontecimentos dos últimos dia, esqueci de caçar, e passei a me alimentar somente de frutas que em sumo era fácil encontrar em meio a cidade abandonada. Eu precisava de carne, e ao levantar de meu lugar, foi o que decidi, que hoje ia caçar, e assim sai já munido com meu rifle em mãos.. Porem, antes que eu fosse embora daquele colégio, os sons frenéticos das bicadas ao chão despertaram minha curiosidade. Não foram mais de 5 minutos que havia começado o meu dia, e ao entrar naquele banheiro, vi o que fez minha alma se deleitar em agonia e Automaticamente, meu rifle caio no chão, e com o barulho espantou todos os pássaros, o que tornou mais clara a visão que eu não deveria ter presenciado. Um pequeno cemitério de ossos forrava o chão daquele pequeno banheiro, e logo me ficou claro onde as crianças daquele colégio foram levadas durante a evacuação, terrível.


Mais mesmo assim, isso não explicava o porque que os pássaros estavam bicando o chão, mesmo perplexo e já sem meu rifle, me fez perceber que o chão estava forrado com flores, um tipo que tem uma semente em sua extremidade, estavam jogadas sobre os ossos.. pela quantidade de pássaros e de sementes, conclui que aquilo era tão recente, quanto a minha própria presença naquele local.. foi nessa hora, que meu dia começou a mostrar que hoje seria diferente, assim como alertou meu coração ontem. Quem colocou aquelas sementes em cima daqueles ossos?

Ainda pensativo e meio desorientado, peguei o rumo da saída, ao encontro da estrada. Já em asfalto, a primeira coisa que fiz foi olhar para cima, e logo tive minha segunda surpresa. hoje o céu tinha apenas uma nuvem, e ela estava fazendo sombra justamente onde eu estava. Uma sensação muito estranha. Logo, aquela nuvem começou a se mover, devido a força do vento, rumo em direção oposta ao centro da cidade, mais uma vez, tudo estava me afastando de voltar para casa. Talvez, eu que por pressão do medo de morrer, estivesse concentrando em achar respostas na força da natureza, no acaso.


Eu estava completamente paranóico, ou simplesmente o destino estava planejando algo para mim.

Comecei minha caminhada pela longa estrada, debaixo daquela sombra fornecida pela nuvem solitária. Por horas, fomos só eu e esta nuvem, que por mais de 10 km em meio aquelas construções, foi minha companheira.


Ao passar por debaixo de um viaduto, a nuvem desapareceu. Novamente, percebi que estava sozinho, com fome, e talvez louco. Talvez aquela nuvem nunca existiu e tinha sido tudo fruto da minha pequena imaginação perturbada.
Parei! e logo que olhei para frente novamente, avistei a menos de 5 metros, um coelho que cruzava meu caminho como se não quisesse nada! o pequeno foi alvejado imediatamente e involuntariamente por meu rifle, foi reflexo de meus braços, minhas maos, que já não me obedeciam mais, era a fome! eu tinha me esquecido. Eu mesmo assustei com o disparo. Mais não foi em vão, veio a calhar..


E foi nessa hora, que tudo começou a ficar mais confuso ainda.

Ainda com poucos passos até minha caça, de longe ecoou o que eu não tinha imaginado ouvir mais, não de mim. Um disparo de uma arma, e não era a minha.
Fiquei atônito. Sem reação.
Estava quase tendo certeza que eu estava completamente paranóico, se não fosse os seguintes disparos para me dizer que não!

A cada disparo, um eco!
A cada eco, uma razão diferente para continuar a viver...


Assim como o meu disparo, involuntário, pulei e gritei bem alto:
- Estou vivo!..

Era claro que eu estava, mais a alegria foi tanta, que eu nem pensei no que dizer, só queria expressar que eu estava ali, para que seja quem fosse, não me abandonasse mais.. minha alegria não durou muito, foi abafada pelo devastador silencio que tomou o momento.. mais não estava tudo perdido! eu tinha certeza do que tinha ouvido. Eu acho..


Amanha saberei, se tudo foi minha imaginação ou não..
pois o coelho era bem real!
vou passar a noite debaixo desse viaduto.

_
Enfim, agora sigo o som dos disparos, rumo aos confins de diadema.

terça-feira, 10 de junho de 2008

[ 22 de Setembro de 2058 ] - “Capitulo 5”

Fazem 9 meses e 21 dias que não vi mais nenhum sobrevivente.




Devido ao cansaço, Consegui dormir esta noite.
O necessário para acabar com a insonia.. porem, mesmo assim não consegui esquecer de ontem..


Pela manhã, comendo uma singela maçã que peguei em meio a selva na cidade, me recordava dos rostos que eu não tive a oportunidade de conhecer. Lastimável o que aconteceu lá, imperdoável. Eu não acreditava em Deus, porem nesses últimos dias, até havia passado em cogitar em sua existência..

Mais agora eu tenho certeza, que Deus não existe mais!
pelo menos não para mim, estou abandonado. Esquecido durante o dia, e assombrado durante a noite.

Minha vida, já não faz mais tanto sentido, como ontem de manhã..


Por volta das 10 horas da manhã, sai para caçar meu almoço, apesar de não saber nem onde eu estava, ao horizonte eu conseguia ver os prédios do centro da cidade. Visão que para mim me confortava.. porem, meu único problema agora era conseguir chegar até lá, pois por onde eu vim já não era mais possível voltar. E se perder naquela gigantesca cidade era mais fácil do que eu imaginava.


Antes que me desse fome, ainda com meu rifle na mão, percebi que só tinha 2 escolhas, descartando a de voltar por dentro das favelas até o centro e me perder, me meter em mais uma enrascada. A primeira opção era voltar seguindo a estrada, até o centro, e ter que passar ao lado daquele galpão maldito. Ou, seguir a estrada em diante, rumo ao sul, rumo ao desconhecido.

Mais um dilema plainava sobre minha cabeça. Para mim, era a escolha entre voltar para casa e enfrentar o passado, ou sair de casa e sofrer as conseqüências no futuro. Enfim, já não fazia tanta diferença, a solidão iria me seguir e me assolar do mesmo jeito.. era apenas questão de tempo.


Olhando para cima, como se os céus fossem minha resposta, observei para onde o vento estava levando as nuvens.

Minha mãe me dizia, que se alguma vez eu me perdesse na vida, era só eu observar as nuvens que eram carregadas pelo vento, pois seria aquele rumo que me levaria para a verdade. Quando tive a oportunidade de perguntar para ela, o porque dessa comparação, ela me disse que era porque as nuvens eram puras e leves, e se o meu desejo fosse puro e verdadeiro, o vento me levaria até o objetivo de meu coração...

nunca acreditei nisso.
Mais, ali estava, precisando de uma resposta, porque não tentar ser uma nuvem? E lá estavam.. paradas. Intactas..


para minha infelicidade, não teve vento hoje.
Porem, como se não basta-se mais tanto besteirol, percebi que uma ave grande estava rumando para o sudoeste, e logo atrás, outra ave.

Eu precisava de uma resposta, e o destino me deu uma, o sudoeste, e como se não bastasse, agora tinha que interpretar o que significava aquelas duas aves, se eu estava só.
Enfim.. antes que o sol alcançasse seu ponto mais alto no céu, optei por sair de casa, e arcar com as conseqüências.

Agora, já no final da tarde, achei uma escola beirando esta estrada, pelos balanços e escorregadores, conclui que era um parquinho. A principio fiquei com medo de entrar, pois anteriormente os lugares que mais tinham esqueletos e infectados era nas escolas, pois são lugares grandes... e a ultima coisa que eu precisava ver agora era ossos de criancinhas, isso iria me dilacerar por dentro..
Mais mesmo assim, tive que entrar, a noite estava caindo, as sombras se aproximavam e eu não tinha lugar para ficar, sem falar na fome...


E aqui estou, sentado na cadeira do professor, olhando mais de 50 cadeiras vazias, que mais me lembra uma plateia que me observa, do que alunos a qual eu ensino.


Talvez eles me expliquem amanha, o que os dois pássaros queriam me dizer..
Mas, Do fundo do meu coração, sinto que amanha será um dia cheio de surpresas.



_
Enfim, Sigo os pássaros no céu pelos confins de Diadema, rumo ao desconhecido. Fugindo de meu passado...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

[ 21 de Setembro de 2058 ] - “Capitulo 4”

Fazem 9 meses e 20 dias que não vi mais nenhum sobrevivente.



Eu queria uma noite calma, e foi o que eu obtive.

Mesmo assim, o Silencio Celestial desta noite foi tão assustador quanto o Barulho Infernal de ontem de madrugada. É indescritível, o Medo junto a ansiedade.


Pela manhã, recolhendo minhas coisas, percebi que está noite cometi uma imprudência gigantesca, me deixando levar pelo sono e pelo medo, ontem acabei dormindo ao lado de uma fonte suculenta e fedorenta de alimento para animais e Infectados. Acabei dormindo sem querer, ao lado de um infectado morto, o que estava debaixo da lona.


Ao levantar a lona outra vez, me assustei com o fato. Não de estar observando um corpo que em estado normal já está em decomposição, porem com o fato de que eu ainda estava vivo, apesar de minha irresponsabilidade!


Como minha mãe dizia, “Milagres Acontecem!”
mais como eu não acredito em milagres, então foi pura sorte!


Sorte essa a minha, que não durou mais que 15 minutos sobre a pressão de estar voltando a realidade, de cogitar que o que eu estava seguindo já não existia mais, de que agora, eu estaria sozinho novamente. Foram poucos dias seguindo os rastros dos sobreviventes dentre a selva morta de concreto, porem, foi o suficiente para voltar a acreditar que eu não estava só!

Pela tarde, sob um sol escaldante, caminhei dentre o parque, que mais me lembrava a amazônia apesar de nunca tela visto pessoalmente, e enfim, a menos de 100 metros de mim, avistei um grande galpão abandonado. Meus sentidos latejavam e me diziam que, erá lá que eu encontraria a verdade! Que eu encontraria meu Objetivo!

Tudo que me separava era o que talvez um dia foi um estacionamento, hoje, um lindo clarão verde de capim alto. A cada passo até o galpão, em meio ao jardim verde que parecia infindável, meu coração batia cada veis mais rápido, descontrolado. Não sei expressar o que eu sentia na hora, os segundos se tornaram eternidades.


Ao entrar no galpão, logo na porta dos fundos, como um belo cartão de visitas, um infectado estraçalhado por tiros. Nessa etapa dos acontecimentos, eu já estava tão atordoado pelos meus desejos e sentimentos, que não tive reação nenhuma. Entrei, o cheiro de carniça só aumentava, a medida que eu ia seguindo pelo pequeno corredor forrado de infectados mortos.

Ao fim do corredor, vi o que de pior tinha imaginado.
Em volta a uma fogueira, que ainda estava acessa, haviam 3 barracas armadas. Nos lados, forrando o grande chão do galpão, muitos corpos entrelaçados de sangue, na qual consegui distinguir 11 como não-infectados.


Os 11 Sobreviventes que eu seguia. Mortos.
Fiquei paralisado.

Na minha frente, aos meus pés estava toda esperança que eu depositei durante dias. Meu objetivo se fragmentou em 11 indivíduos que eu não conhecia, e que quando tive a oportunidade de conhece-los, já haviam partido. Sentei em uma caixa, próximo a fogueira, e depois de longos minutos vermelhos, comecei a chorar desesperadamente. O que me consolou foi um infectado que saio correndo detrás de um carro abandonado de dentro do galpão, atrás de mim. Na hora, eu não sabia o que fazer, se me defendia, ou se me deixaria virar um alvo, para que assim eu aproveitasse a carona daqueles que estavam aos meus pés, jogados.

A decisão não foi minha. E sim dele, que a poucos metros de mim, cambaleou e caio desmaiado a minha frente. Percebi que alem de eu não ter me levantado da caixa, o infectado não era bem o que eu achei que fosse. Para minha surpresa, era um dos sobreviventes, já em estado de mutação pelas mordidas que avia levado.

Foi nessa hora, que percebi que seria questão de horas, para todos aqueles corpos recém infectados se tornarem no meu pior pesadelo. A partir daquele momento, segui uma estrada que passava em frente ao galpão. Sem pensar em nada. Percebi que é meu extinto sobreviver, não posso negar, e nem tentar fugir disso.


E só parei agora..
Encontrei um pequeno sobrado, e será aqui que passarei a noite.


Amanhã, saberei que rumo tomar...

domingo, 8 de junho de 2008

[ 20 de Setembro de 2058 ] - "Capitulo 3"

Fazem 9 meses e 19 dias que não vi mais nenhum sobrevivente.


Não tive uma noite muito agradável, como esperava.

Eu achei que tinha me acostumado com o medo, crescer e viver em meio a uma cidade assombrada por mortos-vivos me fez acostumar com ele, para mim é um sentimento simples, como o da alegria, da tristeza, dor...


Porem, Nesta noite, senti novamente aquele frio que sobre lá debaixo da espinha até o bulbo. Frio, que me fez ficar paralisado, fosse de pensamento, fosse de ação, respiração!


Foi tudo por volta das 3:30 da madrugado, quando despertei novamente assustado com os sons dos tiros dos sobreviventes que estou seguindo. Pelo intervalo dos sons dos disparos, conclui que são mais de dois sobreviventes.

Pelo jeito, o acampamento deles foi atacado de noite por infectados, e ao se protegerem, cometeram a maior imprudência que talvez lhe custaram as próprias vidas, revidando com uma chuva de tiros denunciaram a sua posição para os outros infectados da região.


Para mim, pior do que ter tido que escutar a noite inteira, gemidos , gritos horripilantes desesperados integrados ao som sinfônico e frenético dos disparos das armas e não poder fazer nada, será talvez voltar a me acostumar com a idéia de que sou o único sobrevivente, e que agora, estou sem rumo novamente.

Espero que tenha sobrado alguem lá..


Pela manha, ainda atordoado com a insonia, caminhei lentamente me camuflando entre a vegetação alta, ao encontro do que de noite provavelmente foi o inferno na terra. Caminhei tão lentamente, que depois de 4 horas, por influencia do medo e do medo da decepção, percebi que não tinha me afastado o suficiente da Roda-gigante, a ponto de ainda conseguir ver a cabine que se tornou meu álibi esta noite.


No final da tarde, cheguei ao que me parece ser um pequeno armazém abandonado. Minha duvida sobre aquele local foi respondida ao ler uma pequena plaquinha na porta, que indicava “Parque estadual, Agua funda“,pelo menos agora sei que estou em Agua funda.

Finalmente, dentro do pequeno armazém, encontrei mais uma fogueira, ainda estava com a lenha quente. Em sua volta, algumas latas de mantimentos vencidos, e alguns frascos de tranqüilizantes recém utilizados.


Apesar do sangue no chão, e do corpo de um infectado que encontrei debaixo de uma lona amarela, este de longe não era o palco do inferno que ouvi de noite. Devido as capsulas de rifle que encontrei jogadas próximo a fogueira, conclui que foi dali que os sobreviventes fizeram os disparos que me fizeram acordar assustado ontem de manha.


Vou passar a noite aqui, aproveitar a lenha e torcer para que esta noite seja mais calma. Pois sei que amanha será um dia difícil.

Amanha saberei se minha esperança ainda vive, o que torna ainda mais pulsante minha ansiedade.



Enfim, Continuo Seguindo os Rastros dos Possíveis Sobreviventes, no Parque Estadual, rumo ao desconhecido.

sábado, 7 de junho de 2008

[ 19 de Setembro de 2058 ] - "Capitulo 2"

Fazem 9 meses e 18 dias que não vi mais nenhum sobrevivente.



Hoje, Acordei ao som dos disparos de um rifle.

Disparos ininterruptos, longínquos, percebi logo que seja quem fosse que disparou, estava atirando em algo ou em alguem. Com minha experiencia em sobrevivência, prevejo que o outro Sobrevivente que estou seguindo, foi atacado por Infectados. Agora tenho certeza do que estou seguindo, pois nunca vi um Não-infectados Usar um rifle! pelo menos Não até Hoje. Espero que ele ou ela, esteja bem. Vivo! Sinto falta do centro da cidade. cada dia que passa, percebo que estou me distanciando mais e mais do meu mundo, dos prédios sombrios. Bem que minha mãe sempre me disse que São Paulo era Enorme! Eu nasci e cresci dentro dela, e nunca á conheci! Não acho revoltante esse fato, pois sei que minha mãe não arriscaria minha vida para dar uma voltinha comigo em um cemitério gigante de mortos-vivos. Mais não posso deixar de negar que explorar o desconhecido me excita, muito...



Ontem eu achei que era loucura começar a escrever sobre mim, do que eu faço no dia a dia, neste pequeno diário. Porem percebi que loucura mesmo seria não me expressar mais, Sei que fiquei paranóico esses últimos meses, tanto que alguns dias atrás eu estava conversando com um manequim que encontrei em um shopping. afinal, são 9 Messes e 18 dias que não converso com nenhum ser Humano, e de repente começo a seguir rastros de um. Já nem sei mais o que falaria para ele. Ainda mais se for “ela”...



Passei o dia Procurando por suprimentos em meio a um antigo parque de diversões que encontrei. Consigo imaginar como que seria aquilo com milhares de pessoas. Por tudo que eu vi hoje, e ontem, desde que cheguei nessa área, percebi que ela foi evacuada as pressas, apesar da vegetação alta, consegui ver muitos carros batidos, sem falar nos esqueletos também, o lugar esta repleto. Fiquei mais de 15 minutos parado diante de uma bonequinha que encontrei jogada no chão, imaginando a cena, já que a poucos metros dali podia-se ver claramente restos de ossos de uma criança. É horrível. Por isso mesmo, creio que perdi meu dia. Meu rumo.



Mais a frente, encontrei uma roda-gigante. de todos os Brinquedos do parque que eu via nas fotos, sempre quis ter andado nela, olhar tudo lá de cima, parece limpo, ao menos, diferente de quando se vive aqui em baixo, vivendo das migalhas de uma civilização morta. O legado da Humanidade, para o Planeta.
Vou passar a noite aqui, dentro desta cabine da roda-gigante, que estou escrevendo agora. Não me parece muito seguro, mas já que nunca andei nela, ao menos posso falar um dia que já dormi em uma.



O dilema, é encontrar alguem para dizer alguma coisa...



Enfim, Continuo Seguindo os Rastros do Possível Sobrevivente rumo aos confins da periferia da grande São Paulo.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

[ 18 de Setembro de 2058 ] - "Capitulo 1"

Fazem 9 meses e 17 dias que não vi mais nenhum sobrevivente.

A Busca esta cada Dia mais difícil. Por todos os lugares e Cidades que eu passo, tudo que vejo é a força da recuperação da natureza tomando conta de tudo, retomando o espaço que o homem um dia lhe tirou, ela é perfeita. Tudo que um dia foi a Maior Cidade da América latina, hoje não passa de um Gigantesco Cemitério Complexo de concreto e aço, que denuncia explicitamente que um dia houve vida humana. Ruas que se tornaram rios, prédios que se tornaram grandes jardins suspensos. para mim, não é estranho ver tudo assim, cresci vendo essa imagem. "São Paulo", minha mãe me dizia que era uma Cidade Fabulosa, cheia de Vida, que não dormia. hoje, tudo que vejo, é uma cidade que dorme Eternamente ao Som de Pássaros que em Revoada se entrelaçam em meio à grandes Prédios. Hoje fui atacado por uma onça. porem, diferentemente das que eu tinha visto antes, esta não tinha mais pelos, e apresentava Raiva, era visível. Sinais de um Infectado...


Como se não bastasse estar sozinho e ter que me proteger, agora tenho que me preocupar com o que eu caço para subsistência, já que não se encontra mais nada dentro da validade.. ou quase nada. Não sei o que ia acontecer se eu comece algo infectado, Mais não quero arriscar para saber..

Se completaram uma semana que estou seguindo rastros do que talvez seja um sobrevivente, pelo menos é o que espero que seja! Ontem encontrei restos de uma fogueira, a lenha não estava mais quente, mas ainda tinha uma panela, com restos generosos de arroz, ervilhas, Alface, milho e carne, creio que tinha tomate também. Seja lá o que for que eu estou seguindo, tem Suprimentos e sabe cozinhar. Só não fiquei mais tempo lá, pois a festinha particular foi feita em um sector no subsolo de um prédio, e já estava escurecendo, com certeza eu não ia esperar mais para ver o que aquilo ia virar na escuridão total. me admira que ainda não tinham aparecidos Cachorros para comer o resto, até que seria bom que aparecessem, talvez assim eu também conseguiria algo para comer.

Pelo que percebi, levando em consideração a rota que tomamos, o suposto não-infectado está estão indo para algum lugar ao sudeste. o que me dá certeza disso é o fato de que até agora não consegui alcança-lo. talvez esteja caminhando de noite para ir mais rápido. mas, para onde? como?


Enfim, Continuo Seguindo os Rastros do Possível Sobrevivente rumo aos confins da periferia da grande São Paulo. creio que estou a menos de 2 dias dele, ou dela, quem sabe seja uma Mulher.. acho que não, seria sorte demais.

Seja quem for, ou o que for, tem um Objetivo! Pois eu já esqueci o meu...



_
Nota de comportamento:

Percebi, que o numero dos Humanos Infectados nessa área da cidade, é menor que em comparação ao centro. o ultimo que eu vi, foi a 4 dias. Observei que este estava sozinho, sem um grupo, o que é de costume deles. talvez ele se perdeu, ou em outras Hipóteses o seu grupo era tão pequeno, que os forçou a se alimentarem uns dos outros. canibais. Melhor para mim que economizo munição.. mais não seria nada agradável encontrar um desses esfomeados sem alma novamente!